terça-feira, 11 de setembro de 2007
Lazanha, Bistecas e Segunda Feira.
Quinta-feira a noite começam as comemorações.
Bar, buteco, novos amigos, novas pessoas.
Voltar com a aurora, sonhar com a conquista, acordar com ressaca.
Ligar para os amigos, almoço com resenha, sítio para lembranças.
Jantar para amigos, Lazanha a 8 mãos e bisteca na chapa.
Lembro-me que fiquei tomado pela gosrdura da carne de porco.
Lembro-me que a muito não reuníamos tantos bons juntos.
Amigos em volta da mesa, cerveja em volta da mesa, conversa em volta da mesa.
Nos fartamos, nos deitamos e, com o amanhecer, acordamos ressaquiados. Mais uma vez.
Bebemos o resto, limpamos o cesto, puzemos no carro e voltamos pra casa.
Hora de rever alguém.
Meio nervozo, muito ancioso, um tanto dengozo, mas confiante e lustroso.
Ceveja no bar, cerveja e sinuca, ceveja na casa, comida na casa (pra impressionar)
Conversa fiada, conversa séria, conversa pra boi dormir. Dormi!
Acordo cedo, volto pra casa, mas logo, logo, volto pra te buscar.
Almoço em família, conversa em família e mais um dia que passa sem se ver.
O fim está próximo. Um último encontro, por enquanto!
Mais sinuca, mais conversa, uma pizza pra fechar.
Segunda te ligo. Saudade, te sinto. Logo vou te encontrar.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Passágens
A água espessa passa pela ponte
A voz esparça passa pela porta
O cão estrupiado passa pelo dono
O pai estúpido passa pela amada
A mãe estafada passa pela vida
A mão esperta passa pela bunda
A bunda cai
O cão morreu
A mão matou
O Marido chorou
A água secou
A mulher saiu
O Dono acudiu
O pai a perdeu
A luz se apagou
A voz se calou
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Maturidade
Maturidade é perceber que entende. Mesmo sem entender o que se percebe.
Maturidade é aceitar diferente. Mesmo quando a diferença é inaceitável.
Maturidade é não querer pra o outro, o que não quer para sí.
Maturidade é abrir mão de um grande amor para ganhar uma grande amiga.
Maturidade é começar e terminar com um beijo.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Cinza digital
Cinza, sincrônica, anacrônica
Plugado em meu mundo virtual
Sem fios, sem sangue, randômica!
Me recordo em um mundo de Backups
Me divirto com minhas vidas de youtube
Me excito com um sexo de pin-up's
Resgatado em um sitio demodê
Vivo uma vida digital
Bebo de uma fonte cursiva
Me declamo em palavras de um blog
Me exponho em um perfil aliterário
Pugo minha vida digital
Baixo meus momentos de um CD
Posto minhas cores fotoshópicas
Deleto meu passado pra lixeira
terça-feira, 28 de agosto de 2007
homem nenhum
Enterrar um filho. Ter câncer de próstata e ficar impotente. Ver a mulher amada com outro homem. Descobrir que o amor acabou . Descobrir que o amor nunca existiu.
Homem nenhum deveria ver seu time perder a final do campeonato. Pior ainda se for pro maior rival. Homem nenhum deveria chegar em seu carro e ver que ele foi roubado ou, pior, arrombado e completamente destruído.
Homem nenhum deveria perder seu pai. Ser criado sem pai. Homem nenhum deveria se sentir rejeitado. Homem nenhum deveria amar só pra esquecer o amor. Ser julgado por amar demais. Homem nenhum deveria ficar gordo. Mas se ficasse, nunca deveria ser julgado por ser gordo.
Homem nenhum deveria viver sem saber o que é fazer música. Deveria nascer sem mãe. Homem nenhum deveria ver sua família passar fome ou perder sua casa para um financiamento mal pensado.
Homem nenhum deveria parar de crescer. Homem nenhum deveria parar de aprender. Homem nenhum deveria parar de sonhar. Nem quando precebesse que seus sonhos só lhe trazem mais dor.
Se você é homem como eu e, como eu, já passou por uma ou muitas destas coisas, console-se com o fato de você ser homem num mundo em transformação. E deseje que, se passar pro qualquer delas, você saia fortalecido para que as próximas pedradas não te derrubem mais.
Exercícios fonéticos ...
despertei
dialoguei
te despi
me despedi
me dilacerei
me diluí
então desconexo
e desrítmico
me descontrolei
hoje, descongestionado
me descobri descalço
desiludido desespero
demente desilusãosegunda-feira, 27 de agosto de 2007
INSÔNIA
Rolo de um lado para o outro. Os filmes acabaram. Tenho que tentar dormir. Duas da manhã, três da manhã e nada.
Penso milhões de pequenas coisas. Penso que criatividade demais faz mal. Não consigo para de pensar. Não consigo parar de inventar coisas pra pensar.
Vou fechar o olho. Me aconchego no travesseiro. Ponho outro em minhas pernas e abraço um terceiro. Me enrolo na coberta e tento não pensar em nada
Quatro e meia e nada do sono chegar. Penso em ligar a TV novamente, mas prefiro a companhia do rádio Escrevo cartas, penso em músicas, recito poemas. Tenho medo de saber que horas são.
Seis horas. Nossa, o dia está clareando! Daqui a pouco tenho que ir trabalhar. Já to até vendo, não vou conseguir fazer nada hoje. Vai ser uma merda!
Por volta de seis e vinte pego no sono. É um sono leve, acordo com freqüência e tenho sonhos malucos e agitados.